Indiano fora de casa.
No dia 29/07/2019 um indiano veio falar conosco na recepção, ele chegou para dizer que queria sair antecipadamente e queria saber quais eram as consequências.
Eu disse que não havia nenhuma, que devolveríamos o seu dinheiro. O diálogo a partir daí foi mais ou menos assim (em um inglês sofrido):
- O meu problema não é dinheiro, pode ficar tranquilo.
- Mas então o que aconteceu, senhor? Por que quer ir mais cedo?
- Sabe, eu sempre vivi com a minha família, e vim para São Paulo sozinho. Estou tendo dificuldade com tudo. A comida é diferente e eu não consigo me adaptar, no quarto me sinto sozinho e é como se as paredes se movessem, por isso sempre desço a noite para o lobby e fico até tarde da noite, para poder ver pessoas diferentes. Já não estou aguentando isso e por isso preciso ir.
- Claro senhor, entendemos, sei bem como é estar longe da família.
Ontem (31/08), ele veio pedir para que eu falasse com o pessoal da madrugada, porque anteontem pediram para ele subir, porque não podia ficar no lobby. Me chamou de canto e disse:
- Oi, você pode falar com as pessoas para que eu possa ficar aqui, explica para elas que eu não aguento ficar no quarto, prometo que não vou fazer barulho, só preciso do sofá para tentar dar um cochilo, fico até às 4AM e subo, prometo, assim como fiz no dia 29.
Talvez as palavras escritas não consigam expressar a tristeza que vi dentro dos olhos daquele homem e não é tarefa tão simples entender uma pessoa que pagou uma diária tão cara para dormir no lobby.
Fiquei com aquilo na cabeça durante todo o meu dia, refletindo como as pessoas são diferentes, cada um de nós tem uma peculiaridade e fraqueza, eu por exemplo estou longe da minha família, faz 1 ano e de longe não sinto o que este homem sente, sinto saudade, claro, mas nada que me limite dormir ou fazer alguma coisa.
Este homem me fez relembrar de uma reflexão que tive no início do ano, sobre estar feliz e grato sobre as coisas que temos, mas jamais esquecer de estar feliz pelas coisas que não temos, como por exemplo uma gripe, um sentimento de solidão ou tristeza... Enfim, relembrar que temos liberdade de viver e fazer o que quisermos.
Eu disse que não havia nenhuma, que devolveríamos o seu dinheiro. O diálogo a partir daí foi mais ou menos assim (em um inglês sofrido):
- O meu problema não é dinheiro, pode ficar tranquilo.
- Mas então o que aconteceu, senhor? Por que quer ir mais cedo?
- Sabe, eu sempre vivi com a minha família, e vim para São Paulo sozinho. Estou tendo dificuldade com tudo. A comida é diferente e eu não consigo me adaptar, no quarto me sinto sozinho e é como se as paredes se movessem, por isso sempre desço a noite para o lobby e fico até tarde da noite, para poder ver pessoas diferentes. Já não estou aguentando isso e por isso preciso ir.
- Claro senhor, entendemos, sei bem como é estar longe da família.
Ontem (31/08), ele veio pedir para que eu falasse com o pessoal da madrugada, porque anteontem pediram para ele subir, porque não podia ficar no lobby. Me chamou de canto e disse:
- Oi, você pode falar com as pessoas para que eu possa ficar aqui, explica para elas que eu não aguento ficar no quarto, prometo que não vou fazer barulho, só preciso do sofá para tentar dar um cochilo, fico até às 4AM e subo, prometo, assim como fiz no dia 29.
Talvez as palavras escritas não consigam expressar a tristeza que vi dentro dos olhos daquele homem e não é tarefa tão simples entender uma pessoa que pagou uma diária tão cara para dormir no lobby.
Fiquei com aquilo na cabeça durante todo o meu dia, refletindo como as pessoas são diferentes, cada um de nós tem uma peculiaridade e fraqueza, eu por exemplo estou longe da minha família, faz 1 ano e de longe não sinto o que este homem sente, sinto saudade, claro, mas nada que me limite dormir ou fazer alguma coisa.
Este homem me fez relembrar de uma reflexão que tive no início do ano, sobre estar feliz e grato sobre as coisas que temos, mas jamais esquecer de estar feliz pelas coisas que não temos, como por exemplo uma gripe, um sentimento de solidão ou tristeza... Enfim, relembrar que temos liberdade de viver e fazer o que quisermos.
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